Ó desilusão!
Inquieta meu ser de pensamentos desconexos
Trava minha alma com seus grilhões ígneos
Afundando cada pé, cada mão
Cada fio de cabelo em lamas de sal e água
Ó desilusão
Que cria monstros
Que torna lívido dores
Que me faz cinzas
Ser como o picadeiro na derradeira hora
Quando faz a alegria saltitar
Pelo vasto vazio cardíaco do rufião
Tingindo de carmim a face manchada
Seria breve, seria até quando durasse
Nesse duro muro de papel laminado
Com seus paus e ouros
Deixa-me desnorteado
Orientado pelo celeste negro
Apenas por deixar
Ó desilusão...
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
terça-feira, 26 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Cores
Cascalho, pedra e sabão
Vendi meus olhos para pagar minha língua
E vi as coisas que perdi falando
Não paro de desenhar esses sons
Cores se misturam docemente com o ar
Bailam pássaros e borboletas
E um urubu enamora-se da mariposa
Construi a rua por qual andei
E levantei esse muro aí
Sempre lavo para não secar
Mesmo assim não sei dizer
Se aquele preto é tão cinza amarronzado
A ponto de me fazer olhar no céu
terça-feira, 15 de março de 2011
Cansei de fazer poemas
Cansei de fazer poemas
tanto porque poemas não se fazem
eles chegam assim, como do nada
se instalam na cabeça ou no coração
ai depois você os passa para o papel
e eles dizem algo sobre algo
que muitas vezes você nem sente mais
ou até sente demais
então eles deixam esse gostinho
de coisa que aconteceu acontecendo
sem ter meio ou fim
mas sempre no começo
tanto porque poemas não se fazem
eles chegam assim, como do nada
se instalam na cabeça ou no coração
ai depois você os passa para o papel
e eles dizem algo sobre algo
que muitas vezes você nem sente mais
ou até sente demais
então eles deixam esse gostinho
de coisa que aconteceu acontecendo
sem ter meio ou fim
mas sempre no começo
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Que tenras trevas guardas em teu rubro meio?
Será falta, desespero, esperança ou paz?
Compursca cada canto, sufoca-te os brios
Venenos tão melífluos, convidativos ao festim
Dando-lhe a mais pura infusão de lascívia
Saciando-te de tão malignos desejos
Despertando-te obscuros lampejos
Impiamente sentimentais
Que tenras trevas guardas em teu rubro meio?
Será falta, desespero, esperança ou paz?
Compursca cada canto, sufoca-te os brios
Venenos tão melífluos, convidativos ao festim
Dando-lhe a mais pura infusão de lascívia
Saciando-te de tão malignos desejos
Despertando-te obscuros lampejos
Impiamente sentimentais
Que tenras trevas guardas em teu rubro meio?
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Difícil definir-se sem a tristeza
Ainda mais tentar esquadrinhar estes versos
É dela que vem as inspirações
De amores desfeitos, perdidos e largados
Em meio a turbilhões nocivos
Carregados de dores ambituais
Cheia de leves desesperos
Filhos pródigos das mais abissais esperanças
É dela que surgem os ébrios
Em sua sina aluada
Entoando as mais doces cantigas vagas
Lembradas apenas pelos que sofrem do mesmo mal
Combustível de poetas e rameiras
O olhar no horizonte do estivador
Ainda mais tentar esquadrinhar estes versos
É dela que vem as inspirações
De amores desfeitos, perdidos e largados
Em meio a turbilhões nocivos
Carregados de dores ambituais
Cheia de leves desesperos
Filhos pródigos das mais abissais esperanças
É dela que surgem os ébrios
Em sua sina aluada
Entoando as mais doces cantigas vagas
Lembradas apenas pelos que sofrem do mesmo mal
Combustível de poetas e rameiras
O olhar no horizonte do estivador
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Seria tão fácil te entender
Começaria aos pouquinhos
Através de sorrisos escondidos
Lábios mordidos
E doces fios de aromas em teu véu
E foi fácil no começo
Eu escutei, chorei em segredo
Guardei algumas palavras
Outras inventei na hora
Mesmo assim comecei a entender
Nos teus olhos vi a súplica
De amar, ser aceita e aceitar amar
Cintilavam lascívia e desejo
Queimou-me bem fundo
Bem no meio levemente esquerdo
E me consumiu
Formou-se brasa
Sufocando-me em meio a cortina cinza
Fazendo meus olhos arderem humidos
Minha garganta gritar em pausa
E como inflamou-se celeramente
Acobertou-se em meio a foligem
O que eu tinha entendido
E o que mais vim a entender.
Começaria aos pouquinhos
Através de sorrisos escondidos
Lábios mordidos
E doces fios de aromas em teu véu
E foi fácil no começo
Eu escutei, chorei em segredo
Guardei algumas palavras
Outras inventei na hora
Mesmo assim comecei a entender
Nos teus olhos vi a súplica
De amar, ser aceita e aceitar amar
Cintilavam lascívia e desejo
Queimou-me bem fundo
Bem no meio levemente esquerdo
E me consumiu
Formou-se brasa
Sufocando-me em meio a cortina cinza
Fazendo meus olhos arderem humidos
Minha garganta gritar em pausa
E como inflamou-se celeramente
Acobertou-se em meio a foligem
O que eu tinha entendido
E o que mais vim a entender.
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